para Fernando Paixão e o “Fogo dos rios”
Para ser Fidel a Guevara não se esqueça de Fidel.
Para ser Fidel a Fidel não se esqueça de Guevara.
Martírio não é exclusividade dos mártires e só quem está muito vivo pode se dar ao luxo de estar morto; só quem está muito vivo pode se dar ao trabalho de seguir vivo.
É um erro ter que escolher entre o herói morto – e que morreu na sua luta e vive a inspirar a de outros – e o homem que carrega nas costas a fatura simbólica de um projeto.
Tudo porque não podemos nos esquecer do Che que há em Fidel.
Tudo porque não podemos nos esquecer do Fidel que há em Che.
Tudo porque não devemos nos esquecer do Che que sobreviverá após Fidel.
Tudo porque não devemos nos esquecer do Fidel que sobrevive após Che.
Alguns falariam de Eros e Tânatos, de pulsão de vida e de morte; muitos cindiriam o mundo entre utopia e realidade, entre covardia e coragem; poucos remontariam à fixação e ao movimento, às areias heraclitianamente movediças e aos categóricos verbos de Parmênides.
Porém, ninguém poderá nega(cea)r um fato: Cuba existe.
hasta la victoria.
Nossa, um dos mais fucking!
Grande reflexão! O tempo faz esquecer das areias e dos verbos – restam os livros tendenciosos à esquerda e à direita e as interpretações cada vez mais simplórias, versões/panfletos dos que aparentemente venceram.
Mas lá, na minúcia real dos minutos e dos passos, das vozes e dos atos, das miradas além da mirada, tentou-se e, como Cuba existe, fez-se.
Parabéns pela sensibilidade, Rodrigo.