Disseram ao ouro que ele tinha uma beleza tácita, mas ele não se convencia de si mesmo.
- Acordei prateado hoje.
Disseram ao ouro que ele era o raro entre os raros, disseram que sua beleza triste era circunstancial.
- Prefiro continuar prateado amanhã.
Disseram ao ouro que aquilo não era tristeza, era a lua confundindo-nos sobre o seu amarelo.
- Prefiro ser prateado para sempre.
Disseram ao ouro que a lua haveria de se arrogar o direito de ser o amanhã amanhã também.